A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) definiu, por meio da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), o teto de preço para a comercialização da primeira semaglutida brasileira. O medicamento Ozivy, produzido pelo laboratório EMS, recebeu autorização para adotar um limite de preço regulatório idêntico ao do concorrente importado Ozempic. A medida permite o início imediato de sua distribuição nas farmácias de todo o Brasil. O foco inicial da distribuição será o atendimento a pacientes diagnosticados com diabetes tipo 2, mercado no qual o insumo sintético nacional fará sua estreia comercial.
Valores definidos para a semaglutida brasileira
De acordo com dados oficiais publicados pelo órgão regulador, o preço do Oziv na fábrica será no máximoestipulado para as embalagens da semaglutida brasileira contendo duas canetas aplicadoras, fixado em R$ 1.606,88. Este montante inicial desconsidera a aplicação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cuja alíquota varia de forma individualizada conforme cada unidade federativa do território nacional.
A Anvisa alerta que canetas emagrecedoras do Paraguai não podem ser comercializados livremente em perfis digitais sem registro oficia
Para as apresentações individuais de 1,5 ml, o preço máximo estabelecido ao consumidor final sem a incidência de taxas estaduais é de R$ 1.077,79, servindo como teto de referência do mercado.
Com as diferentes alíquotas de ICMS praticadas no país, o valor nas gôndolas sofrerá variações regionais. No estado de São Paulo, onde o imposto é de 18%, o limite máximo permitido alcança R$ 1.314,37.
Já em Alagoas, que opera com uma taxa de 19%, o teto regulatório sobe para R$ 1.330,60, de acordo com as planilhas oficiais de apuração técnica disponibilizadas pela agência governamental.
Preços Máximos (Sem Impostos)
- Canetas de 1,5 ml: O teto máximo estabelecido pela CMED é de R$ 1.077,79.
- Canetas de 3 ml: O teto máximo estabelecido é de R$ 1.399,72.
Preços com Impostos (Exemplos)
- Caneta de 1,5 ml em São Paulo: Com a incidência do ICMS local, o teto chega a R$ 1.314,37.
- Caneta de 1,5 ml em Alagoas: Com a alíquota de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60.
Preço Estimado nas Prateleiras
- Menor dosagem (1,5 ml): A expectativa é que chegue ao mercado por aproximadamente R$ 630, já que a EMS pretende aplicar cerca de 30% de desconto em relação aos concorrentes.
Como funciona a regulação e o contexto do mercado
A definição do Preço Máximo ao Consumidor (PMC) constitui uma etapa legal obrigatória no cenário nacional. Sem essa homologação da CMED, nenhuma nova medicação pode ser disponibilizada ao público de maneira formal.

O preço máximo das canetas emagrecedoras no Brasil é definido por lei pela CMED e varia conforme o ICMS de cada estado
O órgão técnico da Anvisa enquadrou o medicamento nacional na chamada “categoria 4“. Essa classificação destina-se a novas apresentações de fórmulas que já possuem histórico de comercialização consolidado no país.
A liberação comercial desta semaglutida brasileira ocorre poucos dias após a concessão oficial do registro sanitário do produto, anunciado pelo Ministério da Saúde no início desta semana.
A queda da patente internacional do princípio ativo desenvolvido pela Novo Nordisk, ocorrida em março, abriu espaço para a concorrência interna, atraindo investimentos robustos de indústrias farmacêuticas locais.
“Ozempic brasileiro”, o Ozivy foi aprovado pela Anvisa como a primeira caneta nacional de semaglutida sintética
Existem pelo menos outros 17 pedidos de registro de remédios baseados na mesma molécula aguardando avaliação técnica da agência reguladora.
A EMS despontou como a primeira empresa a concluir com sucesso todas as etapas de validação clínica e regulatória exigidas para a produção própria e distribuição do genérico sintético no Brasil.
Impactos no tratamento e indicação médica oficial
Embora o princípio ativo seja associado ao emagrecimento em debates públicos, a aprovação inicial concedida pela Anvisa para o medicamento nacional restringe-se exclusivamente ao controle do diabetes tipo 2.
Em esclarecimento técnico à imprensa, os desenvolvedores pontuaram que a bula inicial seguirá rigorosamente os parâmetros de segurança estabelecidos para o tratamento glicêmico, sem indicações formais para obesidade.
Ministro Alexandre Padilha
Conforme destacado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em pronunciamento recente, a fabricação nacional da semaglutida brasileira representa um avanço estratégico importante para a soberania da saúde pública.
A expectativa das autoridades setoriais é que o aumento da oferta interna facilite discussões futuras sobre uma eventual incorporação da terapia no catálogo de distribuição gratuita do Sistema Único de Saúde (SUS).
Especialistas médicos alertam que, a despeito da redução prevista nos custos, o uso do medicamento exige obrigatoriedade de prescrição médica atualizada e acompanhamento profissional contínuo.
A comercialização oficial da nova alternativa terapêutica deve ser iniciada na próxima semana, quando o laboratório parceiro divulgará o cronograma final de abastecimento e entrega do insumo ao varejo.
Palavras-chavee entrega do insumo ao varejo.





