Uma das maiores marcas do setor de costura vai encerrar totalmente suas atividades. O fim definitivo da gigante varejista ocorre após tentativas frustradas de reestruturação financeira. A decisão vai resultar no encerramento de centenas de filiais físicas e também das operações online. O grupo controlador optou pela liquidação total dos estoques devido ao “sumiço” dos consumidores e prejuízos operacionais.
O colapso da gigante varejista e as liquidações em massa
A empresa de serviços financeiros GA Group assumiu o controle total do negócio logo após a rede de 82 anos ter entrado com um pedido de falência em janeiro. Anteriormente conhecida como “Jo-Ann Fabrics”, a marca havia mudado seu nome para “Joann” em 2018, em uma tentativa de diversificar a sua atuação para além dos tecidos e passar a vender mais. Em março, o GA Group anunciou planos para iniciar as liquidações de encerramento em todas as 790 lojas da Joann, oferecendo descontos iniciais de até 40%. Diante da quebra, o maior lance no processo judicial determinou que a melhor saída seria encerrar todas as unidades. Com isso, a rede desativou 255 lojas no mês passado, restando apenas as últimas 500 filiais, que foram encerradas por último.
Fachada de loja física mostra o encerramento das atividades da marca varejista tradicional no setor
Essas promoções provocaram grande repercussão e alvoroço na internet. Clientes compartilharam em redes sociais relatos de produtos remarcados com descontos de até 90 % em determinados estabelecimentos.
Crise de estoque e o avanço da inflação sobre a varejista
O diretor executivo interino da Joann, Michael Prendergast, atribuiu o segundo pedido de falência a um ambiente de varejista altamente desafiador, com os consumidores reduzindo drasticamente os seus gastos em meio à inflação persistente e à queda contínua nas vendas do setor.
A companhia também enfrentou graves problemas de estoque, descritos como “inesperados”. Inicialmente, os executivos fecharam apenas as filiais com baixo desempenho logo após o segundo pedido, alimentando a esperança de que o investidor vencedor mantivesse o restante da operação funcionando.
Interior de centro de distribuição da rede varejista passa por processo de esvaziamento
“Esperamos que este processo nos permita encontrar um caminho que possibilite à Joann continuar operando como uma empresa em atividade”, explicou Prendergast em janeiro, no início das negociações.
Fim das operações digitais e leilão de contratos
Em março, a empresa afirmou que planejava leiloar os 790 contratos de locação de lojas de varejo da Joann e os seus cinco centros de distribuição em abril, como parte das etapas burocráticas para o encerramento definitivo das atividades.
A Joann interrompeu totalmente as vendas em seu site oficial e emitiu um comunicado de alerta instruindo os clientes antigos a evitarem golpes de páginas falsas na internet que usam o nome da marca.
A reportagem tentou entrar em contato com representantes da Joann para que comentassem o colapso financeiro, mas a varejista desativou por completo todos os canais de atendimento e contatos de sua equipe de assessoria de imprensa.
de assessoria de imprensa.





