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Cartel investigado por corrupção coloca obras públicas milionárias sob risco de atraso em SC Polícia

Cartel investigado por corrupção coloca obras públicas milionárias sob risco de atraso em SC

18-05-2026 há 13 horas

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A possibilidade de paralisação ou atraso em obras públicas de Blumenau entrou no radar da prefeitura após as operações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) que investigam um suposto esquema de pagamento de propina, fraude em licitações e corrupção envolvendo um cartel empresários e servidores públicos da região. Segundo o prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari, ao menos quatro empresas investigadas ainda mantêm contratos ativos com o município. Apesar disso, ele afirma que as obras em andamento não serão interrompidas de imediato para evitar prejuízos à população. O prefeito destacou que a administração optou por não interromper serviços já iniciados para evitar problemas maiores. “Não dá para parar uma obra no meio, com buraco aberto”, disse. Segundo ele, as equipes técnicas foram mobilizadas para acompanhar de perto a execução dos serviços e evitar impactos à comunidade. Uma dessas obras é a nova ponte no bairro Progresso.

Empresas investigadas podem afetar andamento das obras

Ferrari admitiu que algumas obras podem sofrer consequências indiretas das investigações. Isso porque as empresas alvo das operações estão proibidas de firmar novos contratos com o poder público e, conforme informações divulgadas pela imprensa, algumas teriam contas bancárias bloqueadas pela Justiça. 

De acordo com o prefeito, esse cenário pode comprometer a capacidade financeira das empreiteiras para manter funcionários e continuar os serviços.

“As empresas estão proibidas de fazer novos contratos com a administração pública, com todos os municípios, estados e até o governo federal. Só que os contratos em andamento, eles podem continuar. Agora, pelo que soube também pela imprensa, algumas dessas empresas, ou todas investigadas, elas estariam com as contas bloqueadas. Então, algumas empresas podem alegar, por exemplo, que não conseguem nem sequer pagar o salário dos seus empregados, dos seus colaboradores”, afirmou o prefeito.

A prefeitura informou que notificou oficialmente as quatro empresas que ainda possuem obras em andamento na cidade para cobrar esclarecimentos e garantir a continuidade dos contratos já assinados. 

O prefeito também afirmou ter realizado uma reunião com secretários e integrantes do primeiro escalão do governo municipal após as operações do Gaeco. Segundo ele, a orientação foi de “tolerância zero” contra qualquer indício de irregularidade em contratos públicos.

Ferrari ressaltou ainda que os contratos investigados foram assinados em gestões anteriores e afirmou que, desde janeiro de 2025, determinou a revisão dos contratos em andamento no município.

Gaeco investiga cartel suspeito de movimentar R$ 600 milhões

Empresas ‘amigas’ de cartel de obras recebiam pagamentos rápidos em esquema de corrupção em BlumenauFoto: Divulgação/Gaeco/ND Mais  Empresas ‘amigas’ de cartel de obras recebiam pagamentos rápidos em esquema de corrupção em Blumenau

As investigações ganharam força após três operações deflagradas em um intervalo de dois dias em Blumenau, Indaial e Rio do Sul. O Gaeco apura a atuação de um suposto cartel formado por empresários e servidores públicos suspeitos de fraudar licitações públicas. 

Entre os crimes investigados estão associação criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica e sonegação fiscal.

Segundo o Ministério Público, o grupo teria movimentado mais de R$ 600 milhões em contratos ligados a obras públicas.

Dos 47 contratos investigados, 38 estão ligados a Blumenau. A maioria envolve obras iniciadas entre 2021 e 2024, embora existam contratos anteriores que também passaram a ser analisados. Parte deles ainda segue vigente e há tentativa judicial para suspender alguns acordos.

As investigações começaram após denúncias feitas por dois empresários que teriam revelado o funcionamento do esquema às autoridades. Alguns contratos ainda seguem vigentes e há decisões judiciais tentando suspender parte deles.

Palavras-chave
tentando suspender parte deles.



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